Apóia atletas de Curitiba.

 A KonSolle investiu cerca de R$ 2 mil por mês nesse grupo de oito corredores. Segundo Carinhas, sem a preocupação com o retorno institucional. Na maratona, a empresa bancou as inscrições e a fase de treinamento. Em troca, divulga sua marca no uniforme dos atletas. Nosso retorno é maior. Acho que é divino. É muito bom saber que podemos ajudar pessoas a correr atrás de seus sonhos. E isso custa tão pouco, atesta Carinhas.

Executivo Angolano passou a acreditar mais em si, em superar os seus limites e também a apostar mais nos outros. Com isso, convenceu seus empregadores a patrocinar um grupo de atletas, que não dispõe de recursos financeiros sequer para participar de corridas locais, uma vez que toda semana alguém está promovendo uma corrida cuja inscrição gira em torno de R$ 15,00. São pessoas simples que precisam da injeção financeira para competir, sobretudo em provas fora da cidade, conta ele.

Família escolheu o Brasil

Por causa da Guerra Civil de Angola, em 1975, a família Carinhas - os pais e mais duas irmãs de Fernando -, da alta classe média local, foi obrigada a abandonar o país e o patrimônio. Depois de uma temporada em Portugal, o pai de Fernando, um administrador de empresas, recebeu duas propostas de trabalho: uma para o Brasil e outra para o Canadá.

Decidimos pela nossa menina-dos-olhos que sempre foi o Brasil, conta Fernando Carinhas.

 

Redação Tribuna do Paraná

Rogério Machado/SMCS

 
 
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